Estréia dia 11


Comovente.

Se fosse possível sintetizar a quantidade de emoções e sensações despertadas pelo espetáculo na sua estréia, essa seria a palavra. Não tenciono essa pretensão, até porque apesar do rito coletivo do espetáculo de teatro, as emoções foram e são extremamente pessoais.

Para nós os atores, é o final de um ciclo e o início de outro. A pesquisa data de 2002, os causos datam de 2004, o encontro do diretor data de 2007, e o espetáculo finalmente data de 2008. Tudo acontece a seu tempo.

Emocionante.

Ver os moradores do Passo dos Fernandes, a Tereza, Seu Aldo, Aldinho, a Dona Maria Doraci da comunidade de Nossa Senhora Consoladora do Manfrói, que foi de táxi até a Pousada do SESC, local da estréia, distante 25 Km da cidade de Lages, sem contar que o Manfrói dista cerca de 50 Km do centro da cidade. Seu Ademar Tigre e Dona Vera sua esposa ambos do Cedro Alto, ele o último descendente do poeta popular Zé Tigre, um analfabeto que escrevia décimas. E no domingo foi Seu Valdevino e a Dona Madalena do Cabo de Lança, vieram do Cabo de Lança para visitar São Sebastião Ausente do Cabo da Lança, a Vila do espetáculo.

Como disse meu parceiro de trabalho Adilson Freitas vulgo Grillo Seco: “O emocionante nem foi o espetáculo, mas foi ver eles assistindo, passa um filme na cabeça da gente”.

E segue a Recomendação das Almas, aqui do Continente das Lajens, O Sertão da Terra Firme, os Campos de Lages, a Serra Catarinense, no dizer de Enéas Athanásio, autor de muitos livros sobre a região:

Causos de gente sofrida e valente, a minha gente, que eu tanto queria saber o jeito de contar.

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